O dólar disparou após a confirmação da vitória de Lula, e não foi por acaso. O mercado reagiu como sempre reage diante de um governo que aposta em gasto público desenfreado, expansão do Estado e promessas fiscais que ninguém sabe como vai pagar. Quem tem capital não espera para ver: protege-se na moeda mais forte do mundo.
A alta do dólar é o termômetro da desconfiança. Investidor estrangeiro recua, capital nacional foge, importação encarece e o preço chega no prato de quem ganha em real. O discurso de campanha não paga conta, e o mercado sabe disso antes mesmo da posse.
Enquanto o governo comemora nas urnas, a população paga a conta no supermercado. É sempre assim: a euforia política de uns é a inflação real de outros.
Vitória Souza