A resiliência não é uma escolha. É o resultado de anos sendo moído pelo mundo e, ainda assim, se recusar a virar pó. Passei muito tempo acreditando que ser forte era aguentar calado, absorver cada golpe e seguir em frente com um sorriso no rosto. Hoje sei que isso não é força. É burrice. Força é saber quando se afastar, quando fechar a porta e, principalmente, quando deixar o que te destrói para trás. A resiliência que construí veio das cinzas de relacionamentos vazios, de promessas quebradas e de expectativas que nunca passaram de ilusões. Você começa a perceber que o mundo não te deve nada. E que a única pessoa que pode realmente te levantar é você mesmo. Cada decepção foi um tijolo a mais nesse muro que me protege, mas que também me isola. E tudo bem. O homem resiliente não é aquele que nunca cai. É aquele que cai tantas vezes que aprende a cair sem se machucar tanto. É o que entende que a solidão não é uma punição, é um treinamento. E que a dor, quando bem administrada, se transforma em combustível. Cansei de ser o herói que carrega os outros nas costas enquanto me afogo. Aprendi que minha energia é meu bem mais precioso. Então, se você está no fundo do poço, lembre-se: o fundo só existe para você saber onde fica o chão. A partir dali, só há um caminho. Para cima. E que venham os próximos golpes. Eles não me pegam mais desprevenido.
O Guardião
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Bruno Silva
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