Valor próprio não se mendiga. Não se negocia. É uma moeda que você cunha na forja das suas próprias batalhas, e não algo que se recebe de mãos beijadas de quem nem sabe o peso do seu silêncio. Passei anos buscando validação fora de mim. Em elogios, em afetos, em um olhar que me fizesse sentir inteiro. Engano de principiante. O mundo lá fora, especialmente o feminino, não tem interesse em completar o que te falta. Ele se alimenta de lacunas. E quando você se entrega pedindo migalhas de aprovação, vira um eco vazio. A verdadeira virada de chave veio quando parei de me perguntar "o que ela pensa de mim?" e comecei a me perguntar "o que eu penso de mim?". A resposta foi brutal. Vi que havia terceirizado minha autoestima para um palco onde eu era apenas plateia. Valor próprio é observar o próprio reflexo e não sentir necessidade de explicar ou justificar quem você é. É saber que sua presença é um acréscimo, não uma súplica. O homem que conhece seu valor não compete por espaço. Ele ocupa o espaço que lhe é devido, naturalmente. Não se diminui para caber em expectativas alheias, nem se estica para agradar. Ele simplesmente é. E quem está ao redor sente isso. Se você não se valoriza, ninguém vai fazer isso por você. O mundo já tem seus próprios interesses. Se você não for seu maior fã e seu crítico mais justo, será engolido pela medianidade dos que aceitam pouco. A solidão do homem que sabe seu valor é cara, mas é infinitamente melhor que a companhia dos que só veem o que você pode oferecer.
A morte
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Bruno Silva
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O Guardião
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