Oportunista que tenta tomar posse do que pertence a outro sem direito e sem contribuição direta é a expressão mais rasteira da covardia. Ele não constrói, não planta, não defende. Apenas espia a cerca alheia, calcula fraquezas e estende a mão suja para colher o fruto que nunca regou. É o parasita que chora miséria enquanto se alimenta do suor de quem trabalhou. No fim, revela não apenas falta de honra, mas ausência total de vergonha. Porque quem não produz, quem não assume o risco, quem não carrega o peso, não tem parte na herança daquilo que nunca ajudou a erguer.
Vitória Souza